Próxima geração GeForce da Nvidia poderá trazer novidades para altíssimo rendimento

De acordo com Igor Wallosek, do site Tom’s Hardware, a Nvidia começou a enviar informações para empresas parceiras informando sobre a produção de suas próximas placas gráficas, a Geforce 20, ou 11 se for levada em consideração a linhagem. A empresa vem de um lapso de quase 2 anos desde o lançamento da última geração e há esperança de que veremos novas GPUs em breve no mercado.

A Titan V, que é o último lançamento da marca, é a placa com maior poder de fogo dentro do catálogo da empresa e carrega o posto de “a GPU para PC mais poderosa já inventada”. A placa, no entanto, apresenta um ganho de velocidade de “apenas” 30-35% em relação a GTX 1080, que por sua vez, é um pouco mais rápida que a Titan X e a 980 Ti, sendo que essa última é de uma geração passada. Ou seja: não há uma grande diferença de desempenho entre as últimas gerações.

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Titan V: a GPU para PC mais poderosa já inventada – Imagem: Reprodução


De acordo com rumores, um grande salto de desempenho é esperado para a geração 11 em relação a Titan V, e nem estamos falando da variante Ti. E apesar da grande especulação acerca da marca e também em relação ao seu próximo lançamento, pouco se fala sobre as novas tecnologias que uma nova linha da Nvidia pode trazer.

Ainda de acordo com Wallosek, a Nvidia estaria dedicada a trazer além de tecnologias existentes melhoradas, novas tecnologias para suas placas gráficas. São esperados um novo algoritmo de frequência/clock para GPU, suporte a HDMI 2.1 e uma implementação a nível de hardware da tecnologia RTX (Real-Time Ray Traced). Falaremos um pouco sobre cada uma delas logo a seguir.

Vimos que a Nvidia conseguiu implementar com uma certa facilidade a frequência de 2 GHz na última geração de placas. Com uma nova geração do algoritmo de clock, é esperado que a nova GPU supere as frequências vistas hoje e consiga atingir maiores velocidades de processamento gráfico resultando em um desempenho superior.

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Imagem: Reprodução


Buscando se manter no topo a empresa deverá trazer suporte ao HDMI 2.1, tecnologia homologada no ano passado e que ainda não é vista em nenhum produto do mercado. Com a implementação do recurso nas suas placas, a companhia trará suporte a HDR dinâmico, taxa de atualização variável e suporte a 100/120 Hz em resolução 4K! Ou seja, agora será possível jogar a 120 fps (frames por segundo) em uma resolução de 3840x2160 pixels (4K) ao invés de ficar limitado a resolução Full HD.

E por último, mas não menos importante, a empresa trará a tecnologia RTX implementada no hardware, ao contrário do que é visto atualmente na geração Volta (Titan V e Quadro GV100) onde o suporte é oferecido por software. A nova tecnologia é um recurso que deveremos ver em breve na grande maioria dos jogos e a implementação dela a um nível tão baixo garantirá, pelo menos teoricamente, uma grande exploração do recurso extraindo todo o potencial gráfico que promete oferecer.

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Imagem: Reprodução


Devemos ver também a estreia de memórias VRAM GDDR6 de altíssima frequência, tendo em vista que modelos foram vistos rodando a 20 Gb/s dentro de laboratórios da Micron.

Especula-se que a nova geração de GPUs deverá chegar ao mercado com preços iniciais de U$$ 700 dólares para versão **80, topo de linha, e U$$ 400 dólares para a variante **70. Caso os valores sejam confirmados, teríamos um preço inicial de aproximadamente R$ 2.700 reais para a versão mais poderosa e de R$ 1.512 reais para a segunda variante – lembrando que os preços estão apenas em conversão direta e não foram incididos os impostos brasileiros.

Ao que tudo indica poderemos ver a nova geração de placas durante o Hot Chips, que acontece de 19 a 21 de agosto, e é um simpósio voltado para chips de alta performance. Então, só nos resta esperar para ver se os rumores serão confirmados.


Autor: Philipe Farias

Fonte: Wccftech