De games a realidade virtual, tecnologia permeia todas as áreas do Pixel Show 2017

Não dá pra negar que São Paulo se destaca no cenário nacional como epicentro de grandes eventos, feiras, congressos e exposições dos mais diversos tipos, nas mais diversas categorias de mercado, o que é bom para todo. Claro que nós geeks, nerds, gamers e agregados não ficamos de fora, já que temos os mais diversos tipos de acontecimentos durante o ano.

Um destes eventos está prestes a acontecer, no fim de semana de 2 e 3 de dezembro, no Espaço ProMagno, em São Paulo – A 13ª edição do Pixel Show, um verdadeiro festival de criatividade, sendo considerado o maior da América latina, que reúne palestras, workshops, atrações musicais, sessões de live painting e um festival de tatuagem, atrações de realidade virtual e simuladores, exposição de arte e de Lego (feita por membros da LUG), entre diversas outras atividades paralelas. Nesta Feira de Criatividade, cerca de 200 marcas, consagradas e novatas, têm espaço privilegiado de venda e contato com seu público-alvo. Estima-se a visitação de 35 mil pessoas neste ano.

E a tecnologia, que hoje está presente em praticamente tudo, não poderia ficar de fora do evento. A inovação técnica é indissociável dos temas que o evento traz à tona e do estímulo à criatividade que fez dele um festival mundialmente conhecido. Símon Szacher, um dos idealizadores e CEO da Zupi, organizadora do evento, explica que:

“Do lápis à impressão 3D, o público do Pixel Show usa formas diversas de tecnologia para trabalhar e se divertir – muitos deles, inclusive, têm como ofício criar o lazer dos outros. Isso porque a tecnologia e o empreendedorismo são os recursos capazes de alterar a realidade social e econômica atual”.

 

Sharp Talks trazem tecnologia na veia

Nas sessões de palestras curtas – as Sharp Talks – que acontecem na Feira de Criatividade, com acesso gratuito, o visitante terão a oportunidade de ouvir os sócios do Térreo Estúdio falarem sobre seus 15 anos de experiência fazendo stop motion para TV, publicidade, cinema e canais digitais (nesta edição do evento, eles ministram, ainda, um workshop de animação stop motion). Na Sharp Talk proferida pelo MediaMonks, será possível saber mais sobre experiências imersivas e realidade virtual. A produtora digital já fez trabalhos com VR para clientes de peso, brasileiros e internacionais, como NBA, Samsung e Audi, para a qual criou uma caixa de areia onde amantes da velocidade moldam um circuito exclusivo e, claro, todo um aparato de realidade virtual que possibilita ao motorista brincar no seu próprio circuito.

A Futura Code School e seu trabalho educacional para reduzir a desigualdade tecnológica também marcam presença, com uma Sharp Talk sobre o ensino de programação para jovens de 6 a 17 anos. Reconhecida pela Microsoft como “a maior especialista em Minecraft Education Edition do Brasil”, a escola tem visão abrangente da tecnologia e, como muitos educadores atualmente, insistem em dizer que saber programar será, em breve, tão ou mais importante que falar inglês.

Um laboratório de fabricação digital, o Garagem Fab Lab, levará ao público sua experiência em fomentar um ambiente de troca de conhecimento transdisciplinar e oferecer equipamentos aos cada vez mais em voga do it yourself. Na Sharp Talk, eles falarão sobre o movimento makers e como a tecnologia mudou a maneira de pequenos empreendedores construírem. E para quem quiser “viver” um pouco mais este movimento, basta passar nas mais de 100 mesas do Espaço Makers. É a oportunidade de conhecer quem são e o que fazem.

 

Simuladores gratuitos na Feira de Criatividade

Saindo das salas de minipalestras e andando pela Feira de Criatividade, o visitante poderá topar com ativações de realidade virtual e, pela primeira vez no evento, com simuladores. Todo este conteúdo estará à disposição de quem quiser experimentar e viver está imersão tecnológica.

Quatro expositores levarão seus simuladores para que o público se sinta pilotando um avião, uma asa-delta ou carros de Fórmula 1, gratuitamente. Outros tantos dispõem de óculos de realidade virtual para colocar os visitantes em experiências imersivas em jogos e narrativas em cenários incomuns. Além de divertir o público, as atividades em VR, em destaque no evento, pretendem demonstrar a seriedade com a qual o Brasil vem lidando com essa tecnologia de criação virtual de uma realidade, que, segundo o grupo financeiro Goldman Sachs, deve chegar a movimentar US$ 80 bilhões em 2025, mais ou menos o que o mercado de desktops movimenta hoje.

 

Grandes nomes mundiais que unem tecnologia e criatividade

Ao menos seis das 14 palestras que formam a Conferência Internacional de Criatividade estão diretamente ligadas à tecnologia.

A 02 Filmes leva três de seus diretores para falar sobre projetos como o Portal Cósmico. O domo com vídeo em 360º, instalado no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, procura contar a história do universo e foi idealizado por Ricardo Laganaro enquanto ele trabalhava na O2 Filmes. Atualmente, o diretor é responsável pela produtora Árvore, que também participa desta edição do Pixel Show com um estande no qual o visitante embarca em um jogo inteiramente construído com realidade virtual.

Uno de Oliveira é supervisor de efeitos visuais na Rede Globo e diz tentar trazer para as produções televisivas brasileiras o que Hollywood faz no cinema. Em sua conferência no Pixel Show, ele fala de experiências como a fabricação em 3D de navios para a novela Novo Mundo, os efeitos produzidos para as novelas O Velho Chico e Saramandaia e a computação gráfica realizada para o filme O Homem do Futuro, entre diversos outros jobs em design, ilustração e motion graphics. 

O uso da tecnologia para produzir instigantes motion graphics também compõe a palestra da 2Viente, estúdio de design argentino que contabiliza nove anos e mais de 50 prêmios com as animações que fazem para canais de TV e projetos independentes. O inglês Daniel Merlin Goodbrey une a tecnologia à narrativa de maneira singular, criando quadrinhos “convencionais” (leia-se: para mídia impressa e internet) e também hypercomics, histórias com sequências paralelas, nas quais o leitor determina o encadeamento, o desfecho e o ponto de vista pelo qual cada evento é observado.

Para completar o “line up tecnológico” da Conferência Internacional de Criatividade, a casa de produção Cactus mostra como sua mescla de design, arquitetura e estímulos digitais diversos criam atmosferas únicas, capazes de fazer o espectador imerso em outra realidade. E Michael Aneto, da holandesa Perfect Fools, conta em que medida seu trabalho de estratégia digital para grandes marcas mundiais (como Swaroski, Converse e Nikon) “conversa” com a modernização das técnicas.

Para assistir às 14 palestras do Pixel Show, que acontecem ao longo dos dois dias de evento no auditório do Espaço ProMagno, o visitante paga R$ 256, parcelados em até seis vezes (e ganha uma assinatura anual da Zupi). Se já for assinante da revista, o ingresso sai por R$ 199.

 

Patrocinadores

Este ano o Pixel Show está sendo patrocinado por: Hering, TNT, Cerâmica Atlas e Escola Britânica de Artes Criativas (EBAC), além de contar com o apoio do Governo do Estado de SP, por meio do Programa de Ação Cultural (ProAC), dentro da Lei de Incentivo à Cultura.

 

Serviço

Evento: 13º Pixel Show

Data: 2 e 3 de dezembro

Local: Espaço ProMagno, em São Paulo

Site Oficial: www.pixelshow.com.br