Será? Vice-presidente da Positivo afirma que Xiaomi falhou no Brasil por não ter fechado parceria com a sua empresa

Talvez você nem se lembre mais, mas em meados de 2015 a Xiaomi desembarcou aqui no Brasil com uma estratégia de vendas um tanto quanto estranha. A companhia apostou na venda dos seus dispositivos apenas através do seu site e em datas especificas, recorrendo alguns meses depois a uma parceria com a Vivo e logo depois a alguns varejistas.

No entanto, como é possível perceber, a saga da empresa por aqui não perdurou por muito tempo e lentamente, entre o final de 2016 e o começo de 2017, acabou finalizando as suas atividades no Brasil. Uma pena.

 
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Imagem: Reprodução

De acordo com Norberto Maraschin Filho, vice-presidente de mobilidade da Positivo Tecnologia, o mal rendimento da Xiaomi se deu por conta de não ter escolhido a Positivo como parceira para entrar no mercado nacional e afirmou que o Brasil tem peculiaridades não tão simples de serem entendidas por empresas estrangeiras.

“O Brasil é um país complexo, as vendas dependem muito do varejo, que é bastante segmentado, enquanto as operadoras têm um poder muito grande em outros países. É preciso ter contatos com lojistas de diversas regiões, o Brasil não é para amadores”, afirmou Maraschin Filho, durante a Eletrolar Show, evento que aconteceu em São Paulo durante esta semana.

Ainda de acordo com Filho, o nosso país guarda muitas particularidades, como o fato da maior representatividade ser dos varejistas, ao invés das operadoras, como acontece no exterior, e as empresas têm dificuldade de entender a tributação brasileira para traçar uma estratégia de vendas de sucesso.

Tendo passado por uma verdadeira reformulação nos últimos anos, a Positivo tem obtido grande sucesso de vendas no mercado nacional, seja de computadores, de smartphones ou notebooks. A fabricante trouxe de volta ao Brasil a marca de notebooks Vaio, lançou uma subsidiaria que entrega smartphones com melhores especificações, a Quantum, tem uma importante parceria com a fabricante de acessórios Anker e fechou um acordo recente com a Huawei para importar e controlar as vendas dos smartphones da companhia chinesa aqui no Brasil.

Será que o segredo do sucesso da Xiaomi por aqui estava guardado com a Positivo?

Autor: Philipe Farias

Fonte: Exame