iPhone X: FaceID apresenta problemas para reconhecer o rosto de quem acabou de acordar

Anunciado ano passado como uma das maiores, se não a maior, novidade do iPhone X, o FaceID traz um funcionamento muito complexo sob a simples ideia de desbloquear a tela do smartphone com o rosto. O novo recurso chegou prometendo reconhecer o seu usuário mesmo que ele esteja usando óculos, maquiagem ou tenha deixado crescer a barba, por exemplo, e garante funcionar até em situações adversas como a completa escuridão.

No entanto, apesar de trabalhar sob tantas adversidades e mudanças no rosto, a função tem mostrado um péssimo desempenho em um momento rotineiro da vida de todos nós: logo ao acordar. De acordo com reclamações vindas de diversos usuários, o recurso insiste em não reconhecer os seus rostos nos primeiros momentos do dia, quase assinando um atestado de que o seu rosto não é você quando acorda.

“É toda a maldita manhã. Não importa se eu acordo no escuro ou na luz do sol, se tenho óculos ou não, ou se passei a noite bebendo ou dormi oito horas descansadas. O Face ID não reconhece meu rosto”, disse uma das pessoas que reclamaram sobre o recurso.

iphone-face-id-featured.jpg
Imagem: Beebom

O FaceID tem um funcionamento interessante e até mesmo futurístico. Durante a sua configuração pede para que o usuário rotacione o rosto para poder gravar a maior quantidade de ângulos possíveis de sua face, tal como acontece no TouchID, que pede ao usuário que posicione o dedo sobre o sensor biométrico diversas vezes afim de fazer um escaneamento completo.

Quando um rosto humano encara os sensores na tentativa de desbloquear o aparelho, independente da iluminação do ambiente, o recurso projeta cerca de 30 mil pontos infravermelhos invisíveis sobre ele, criando uma malha que é convertida para um modelo matemático e é comparada ao que foi registrado anteriormente. Caso a leitura dos sensores encaixe com o registrado, o desbloqueio da tela é feito. Tudo numa fração de segundos.

face-id.png
Imagem: 9to5mac

Para entender as mudanças no rosto como a adição de uns óculos ou o crescer/raspar de uma barba, o sistema utiliza o aprendizado de máquina e consegue desbloqueio após desbloqueio “entender” melhor o rosto do usuário acompanhando as suas mudanças.  Por exemplo, caso o proprietário do dispositivo tenha uma barba volumosa e decida tirá-la, provavelmente o iPhone irá pedir uma única vez para que ele confirme sua identidade via PIN numérico. Com a identidade confirmada, o sistema entende que o usuário apenas tirou a barba e passa a desbloquear o smartphone normalmente desse momento em diante.

O problema é que os sensores, junto a todo o sistema de aprendizado de máquina, aparentemente não conseguem lidar bem com o inchaço de um rosto recém acordado. Esse inchaço é algo comum e de acordo com sites especializados, pode se dar ao fato de alergias, acúmulos de fluidos na face por estar na horizontal e até mesmo a retenção de liquido causada por desidratação.

No entanto, apesar do rosto não ser bruscamente deformado por esse inchaço matinal, o FaceID encontra problemas em permitir o desbloqueio, talvez por conta dos pontos projetados na face encontrem deformações que não existiam antes, tal qual se o usuário fosse picado por uma abelha no rosto e isso levasse a um inchaço, por exemplo.

face.png
Imagem: Intego

Situações como essas são consideradas como falsos negativos e assim como os falsos positivos, que é quando outra pessoa tenta se passar pelo usuário na tentativa de burlar o sistema, devem estar sendo tratadas assiduamente pela Apple na intenção de melhorar o recurso. Talvez com a chegada do iOS 12 e a provável possibilidade de registrar mais de um rosto para desbloqueio seja possível contornar essa situação de inchaço matinal.

Porém, é valido lembrar que todo sistema é passível de falhas e tem pontos fortes e fracos. Enquanto o FaceID apresenta problemas para reconhecer o rosto de um usuário graças a um inchaço matinal, outros sistemas de verificação biométrica como o TouchID, por exemplo, apresentam dificuldades em reconhecer a digital quando o usuário tem os dedos molhados, mesmo que só um pouco. Com isso, resta apenas ao usuário escolher a modalidade de debloqueio que mais lhe agrada.

E você, prefere desbloquear a tela utilizando o rosto ou a digital?

Autor: Philipe Farias

Fonte: Slate